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Testosterona baixa? Fique atenta e saiba o momento certo para repor

reposição testosterona - Dr. Thales Medeiros

A testosterona baixa é uma condição comum a mulheres que estão na menopausa. Os níveis do hormônio começam a sofrer uma redução maior, mas é possível mantê-lo em concentrações constantes.

No organismo feminino, a testosterona é produzida nos ovários a partir da conversão periférica de precursores androgênicos. O hormônio pode agir diretamente nas células ou ser convertida com limitações em compostos mais potentes, como di-hidrotestosterona (DHT) ou em estrogênios, pelo processo de aromatização.

A reposição de testosterona para mulher passa por restrições de consenso. No entanto, a maioria dos estudos mostra que há melhora na qualidade de vida das mulheres, mesmo quando a reposição se mantém em concentrações fisiológicas e seguras.

Continue lendo e entenda melhor sobre esse assunto!

Testosterona baixa: por que fazer reposição do hormônio?

Quando chegam no período de climatério e na pós-menopausa, uma das reclamações mais comuns entre as mulheres é os impactos no desejo sexual. Elas começam a sentir menos desejo e, por isso, têm procurado cada vez mais fazer a reposição hormonal com estrogênio, progesterona e até testosterona.

No entanto, a classe médica ainda não entrou em um consenso sobre os benefícios que a reposição da testosterona pode proporcionar ou se há mais riscos.

Até o momento, está comprovado o uso de testosterona em mulheres com desejo sexual hipoativo e a reposição de testosterona em mulheres com sintomas de menopausa resistente à TRH convencional.

Por outro lado, diversos estudos mostram que a reposição de testosterona proporciona benefícios para as mulheres, que não estão relacionados apenas com o desejo sexual. Veja alguns deles: 

  • Melhora da disposição física
  • Auxilia no metabolismo da glicose
  • Melhora do rendimento esportivo
  • Melhora do desejo sexual na menopausa
  • Melhora da labilidade emocional na menopausa
  • Melhora cognitiva na menopausa
  • Complementa ao tratamento da fibromialgia
  • Retarda processos demenciais

Por outro lado, também existem pontos de atenção que devem ser levados em conta.

Uma diretriz global foi publicada com o objetivo de orientar com relação à reposição de testosterona e os principais pontos são:.

Dosagem bioquímica

A principal questão relacionada com a dosagem bioquímica é que ainda não há uma faixa de referência ou ponto de corte bem definidos para o diagnóstico de testosterona baixa. Nesses casos, os médicos atuam com um olhar para cada caso, buscando avaliar os históricos de cada paciente. Por isso, é comum que as orientações dos profissionais não sigam um padrão.

Pós-menopausa

A reposição de testosterona é indicada na pós-menopausa para mulheres que são diagnosticadas com Distúrbio do Desejo Sexual Hipoativo. Nesses casos, a reposição pode ser feita juntamente com a terapia estrogênica. São aplicadas doses aproximadas das consideradas fisiológicas na pré-menopausa. Alguns resultados mostram melhora na função sexual, como aumento do desejo, orgasmo prazer e resposta sexual.

Testosterona oral

A prescrição de testosterona via oral não é indicada por causa dos malefícios que podem causar aumento das gorduras no sangue. Diferentemente de casos em que a testosterona é aplicada de forma percutânea ou injetável.

No entanto, ainda não existem formulações de testosterona específicas para mulheres. O que tem sido praticado é a prescrição off-label da fórmula que é indicada para homens. O tratamento é controlado para manter os níveis de testosterona na faixa de referência considerada como fisiológica para as mulheres.

Uma dosagem basal de testosterona é feita antes de começar o tratamento e é repetida de três a seis meses. Caso a paciente não apresente resposta, o tratamento deve ser suspenso.

Riscos do tratamento

Embora não seja recomendado o tratamento com testosterona em mulheres com alto risco vascular, não há dados que indiquem uma relação entre o desenvolvimento de doenças vasculares em mulheres que começaram um tratamento com testosterona. Porém, mulheres que apresentam alguma doença relacionada não participaram de estudos.

Com relação ao câncer de mama, as mulheres que participaram dos estudos não apresentaram desenvolvimento da doença, mas ainda não se sabe se há efeitos no longo prazo.

As pacientes, no entanto, podem sofrer com alguns efeitos colaterais, como acne e crescimento anormal dos pelos, se doses próximas das fisiológicas forem aplicadas. Não há nenhum risco de alteração de alopecia, aumento de clitóris e mudanças na voz nas pacientes.

As indicações e contra indicações, vêm através de história clínica, exame físico e complementares. Sendo indispensáveis para a individualização do tratamento.

O mais indicado é que a testosterona seja administrada na forma de gel transdérmico e implantes subcutâneos, e deve ser prescrita por profissional capacitado para tal.

Quer saber mais sobre esse assunto? Vem bater um papo comigo.

 

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